Vinte e duas releituras de Never Enough, um elenco que vai de Elton John a Dying Fetus, passando por Hayley Williams, Slayyyter, Blood Orange e Panda Bear: Never Enough: Versions é menos um álbum do que uma demonstração de poder. A imprensa valida com 77/100 (3 críticas) — Kerrang! e Louder com 8/10, Clash com 7 — enquanto o público, mais cauteloso, para em 72/100 sobre 218 votos.

O que une: a ousadia do gesto e seus pontos altos. A Louder, que compara o projeto ao Blacklist do Metallica, saúda « um dos lançamentos mais atrevidos e divertidos de 2026 » e decreta: « agora é o mundo do Turnstile; nós apenas vivemos nele ». O « Birds » electroclash de Slayyyter, o piano de Elton John em « Seein’ Stars » e a releitura death metal do Dying Fetus são unânimes entre os momentos fortes. A Kerrang! resume: « é bizarro, é maravilhoso, é exatamente o que o Turnstile é ».

O que divide: a própria natureza do objeto. « Por essência, um álbum como esse será sempre loucamente desigual », coloca a Stereogum, que mesmo assim julga que funciona mais vezes do que não; a Clash fala de « híbridos deformados » a explorar. Em vinte e duas faixas, todo mundo joga lastro fora — daí um público mais morno que a imprensa. 7.5: não é um álbum, é um flex. Mas que flex.