Sétimo álbum, e abre-se o processo de sempre: será que o Soen trocou de vez o prog pelo rock de arena? Com 65/100 em quatro críticas, Reliance divide de forma nítida. A Record Collector (8/10) aplaude, a Metal Hammer (7/10) acompanha educadamente, o Angry Metal Guy (3/5) reconhece que o disco « nunca dispara um único cartucho de festim — uma proeza, sete álbuns depois », e a Prog (5/10) pune a virada « mais metal, menos prog »: « muito a amar », mas nada para quem esperava composições mais elaboradas.

O ponto de concordância: Joel Ekelöf. O cantor continua sendo o centro de gravidade do disco, e até os decepcionados saúdam a consistência do conjunto e a produção. O ponto de atrito: a familiaridade. O AMG observa que o álbum « se parece consigo mesmo em seus momentos mais pesados », achatando as subidas de intensidade — o já-ouvido como método.

O público é mais seco que a imprensa: 57/100 no AOTY, os fãs de primeira hora se afastam. Um disco sólido, calibrado, que sobretudo prepara o palco — onde a banda permanece temível. Os habitantes de Toulouse vão conferir ao vivo: a Reliance Tour passa pelo Le Rex de Toulouse em 3 de dezembro de 2026.