O primeiro album do Down, NOLA, lancado em 1995, reune varias figuras maiores da cena sulista dentro de um projeto que virou objeto de culto. Com Phil Anselmo do Pantera nos vocais e Pepper Keenan do Corrosion of Conformity na guitarra, cercados por membros do Crowbar e do Eyehategod, o disco encarna a alma do metal de Nova Orleans. Seu titulo, homenagem a cidade, diz muito sobre suas raizes.
Uma reuniao da cena sulista
O projeto junta musicos vindos de bandas centrais do sul dos Estados Unidos. Longe de um simples projeto paralelo, NOLA soa como uma declaracao de amor coletiva a uma estetica comum, a do riff pesado e do groove pegajoso.
A cumplicidade entre os musicos se percebe na coesao do disco. Cada um traz sua sensibilidade, mas o conjunto permanece soldado em torno de uma visao compartilhada do metal sulista.
Groove, peso e raizes sulistas
Musicalmente, NOLA mistura sludge, doom e hard rock sulista com um agudo senso de groove. Os riffs de Keenan e Windstein alternam lentidao esmagadora com um balanco quase bluesy, ancorando o disco numa tradicao profundamente americana.
Faixas como Stone the Crow e Bury Me in Smoke resumem essa dualidade, entre potencia bruta e melodia grudenta. A voz de Anselmo, mais comedida do que no Pantera, revela aqui um lado mais caloroso.
Um classico instantaneo
Desde o lancamento, NOLA se impos como disco de referencia do metal sulista. Sua capacidade de casar agressividade e melodia conquistou um publico amplo, muito alem dos circulos underground.
O album deixou uma marca duradoura na cena stoner e sludge, servindo de modelo para muitas bandas em busca desse cruzamento entre peso e raizes rock. Continua sendo o auge da discografia do Down.
Tres decadas depois, NOLA conserva todo o seu calor e forca. Longe dos cliches do metal extremo, propoe uma musica organica, com groove e profundamente enraizada em seu territorio. Para quem quer captar a essencia do som sulista, continua sendo uma porta de entrada obvia, generosa e atemporal.








