Amputado de dois integrantes, o Haken volta ao formato curto: cinco faixas, menos de trinta minutos, e uma pergunta incômoda — o que resta da banda? Para a Blabbermouth (8/10), a resposta é um « renascimento integral », « engenhoso e com classe, como sempre ». O agregado do AOTY marca 80/100, mas com base em uma única crítica referenciada — o quadro completo é mais matizado.
Num ponto todos assinam embaixo: a faixa-título. A Blabbermouth ouve nela « possivelmente a canção mais emocionalmente desenfreada já gravada pelos britânicos », com um Ross Jennings no auge; a The Prog Report elogia um EP « repleto do sound design característico do Haken, de arranjos espertos e de um musicianship soberbo ». « Delirium » e seu refrão insidioso, e « Lotus » no encerramento cinematográfico, reaparecem por toda parte.
A linha de fratura é a identidade. A Sputnikmusic (3.5/5) fala do « lançamento menos Haken-esco da carreira da banda », flertando com um djent genérico, e vê nele um EP de transição; a The Prog Report lamenta um « Bleeding Sky » sem impacto e um vocal às vezes afogado na mixagem. O público, com 70/100, tempera o entusiasmo sem renegá-lo. Um novo capítulo promissor, ainda não uma obra-prima.



