Treze anos. Foi o tempo que os australianos levaram para dar uma continuação a Asymmetry, e a espera é recompensada: 78/100 entre os críticos, 76 do lado do público sobre 759 votos — um dos raros discos de 2026 em que imprensa e ouvintes olham na mesma direção. A Metal Hammer (9/10) afirma que o álbum « coloca a régua do metal progressivo em 2026 », a Distorted Sound (9/10) elogia uma criatividade intacta, a Classic Rock (8/10) se derrete pelo tenor « melodioso » de Ian Kenny.
O consenso: denso, nodoso, emocionalmente carregado — o Karnivool em alta intensidade, que nada perdeu em uma década de silêncio. Até o menos convencido, a Kerrang! (3/5), admite que o disco « traz o Karnivool de volta ao topo da montanha do prog-metal » e evoca « momentos estonteantes ».
A ressalva, sustentada por essa mesma Kerrang!: « picos vertiginosos com um pouco de névoa entre eles », faixas que se alongam (« Reanimation », « Conversations ») e um conjunto que às vezes carece de constância. A Angry Metal Guy (3.5/5) está na mesma linha. Detalhe contra obra-prima: o retorno prog do ano se sai amplamente vencedor.



