Terceiro álbum para os mongóis, e um consenso sólido: 73/100 em cinco críticas, público em 68. A Kerrang! (4/5) assina a fórmula que resume tudo: « um estranho fluxo sonoro, absolutamente irresistível, que não se parece com ninguém ». A Blabbermouth (7.5/10) confirma: « uma representação impressionante do que fazem, e uma alternativa confiável a praticamente todo o resto ».

A concordância geral recai sobre a identidade, intacta apesar da ambição de estádio: morin khuur, canto gutural e batida industrial convivem em « Warrior Chant », « Shadow » ou « Horsemen », e a Classic Rock (7/10) fala de « emoções fortes, como num túnel de vento ». Até « Lost Soul », a faixa mais mainstream com Jonny Hawkins do Nothing More, passa no controle de qualidade — a Distorted Sound vê ali uma banda que « mantém a Mongólia sob os holofotes » como ninguém.

A ressalva compartilhada vem das faixas longas e cinematográficas, que levam « um tempo excessivo para decolar » segundo a Distorted Sound (7/10), e da barreira do idioma — que a Kerrang! prefere achar intrigante em vez de proibitiva. Veredicto sem drama: a banda mais singular do metal mainstream segue seu caminho, a galope.