Sem agregado no Album of the Year para este primeiro disco dos veteranos de Portland (ex-Headcase, Absolute Suffering, Hard Ca$h), lançado pela Unbeaten Records — mas as duas resenhas encontradas dizem a mesma coisa com dois vocabulários. A TwentyCoreSeven crava um 9/10 e fala de um disco que « enche você de uma nostalgia que já viveu », a do hardcore melódico « tumblr-core » do início dos anos 2010; o ThePunkSite, sem nota, decreta: « hardcore melódico a rodo, mas tão sombrio e raivoso quanto é possível ser ».

O que põe todo mundo de acordo: a sinceridade transbordante. Sete faixas sobre a perda, o vício e a reconstrução — « Rinse », inspirada na trajetória de sobriedade do vocalista, é descrita como « um grito absoluto no escuro »; « Nuit », centro acústico do disco, « mergulha sua cabeça nos sentimentos »; e « New England Numb », com Mat Kerekes do Citizen segundo a TwentyCoreSeven, se impõe como o singalong do lote antes da despedida de « Irish Goodbye ».

O que divide: a duração, única ressalva de verdade — o ThePunkSite acha que « sete canções é um pouco curto para um álbum », ao mesmo tempo em que admite que era exatamente o necessário. Digamos com franqueza: uma só nota numérica no contador, portanto um 8.5/10 a se tomar pelo que é — a paixão unânime de dois webzines, não um consenso de massa. Enquanto o agregado não existe, a Nova Inglaterra tem sua carta de amor em carne viva.