Oito anos de silêncio desde Eonian, a saída de Galder, e um retorno que quase ninguém mais esperava: Grand Serpent Rising conquista 81/100 em seis críticas. O Sputnikmusic saca a artilharia (4.8/5): « os caras estão de volta, mais malévolos do que nunca, prontos para retomar o trono do black sinfônico » — para ele, um dos melhores álbuns da carreira deles, reatando com a era do início dos anos 2000, quando os sintetizadores de Abrahadabra e Eonian soavam estéreis. Blabbermouth e Distorted Sound seguem com 9/10.

Pontos de acordo: a abertura « Ascent » arrebatadora, « Ulvgjeld & Blodsodel » onde « tudo funciona » segundo a Kerrang!, e uma orquestração enfim dosada em vez de sobreposta. Shagrath e Silenoz, únicos senhores a bordo, « jogaram tudo contra a parede — e quase tudo cola ».

A fratura é sobre a duração: setenta minutos de « progueira blackened » que viram overdose para a Kerrang! (3/5), que reivindica uma poda severa e faz careta para o kitsch gótico de « The Qryptfarer ». O AMG fica em 3.5/5, e o público (66/100) compartilha desse cansaço — daí meio ponto de penalidade. Retorno bem-sucedido, tesoura esquecida.